Mais de mil mortes são confirmadas, milhares de pessoas ficaram feridas e equipes de resgate seguem em busca de sobreviventes sob os escombros.
A Venezuela enfrenta uma das maiores tragédias naturais de sua história após ser atingida por dois fortes terremotos na última quarta-feira (24). Os abalos sísmicos, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram com apenas alguns segundos de diferença e provocaram o desabamento de edifícios, danos severos à infraestrutura e um cenário de devastação em diversas regiões do país.
De acordo com as informações mais recentes divulgadas pelas autoridades venezuelanas, o número de vítimas fatais chegou a 1.450 pessoas, enquanto mais de 3.150 feridos receberam atendimento médico. Além disso, milhares de famílias permanecem desalojadas e equipes de resgate continuam trabalhando de forma ininterrupta na tentativa de localizar sobreviventes entre os escombros.
O epicentro dos tremores foi registrado na região norte do país, sendo os impactos mais severos observados em cidades próximas a Caracas e no estado de La Guaira. O desastre levou o governo venezuelano a decretar estado de emergência, mobilizando forças de segurança, bombeiros e profissionais da saúde para atender as vítimas.
Mesmo dias após o terremoto principal, a população continua enfrentando réplicas sísmicas, o que aumenta o temor de novos desabamentos e dificulta o trabalho das equipes de busca. Nesta segunda-feira (29), novos tremores de menor intensidade voltaram a ser registrados na região afetada.
Diversos países anunciaram apoio humanitário à Venezuela, enviando equipes especializadas em resgate, hospitais de campanha, medicamentos, alimentos e equipamentos para auxiliar nas operações. O Brasil também participa da resposta internacional com o envio de ajuda humanitária e profissionais especializados.
As autoridades alertam que o número de vítimas ainda pode aumentar à medida que novas áreas sejam alcançadas pelas equipes de resgate. A prioridade neste momento continua sendo salvar vidas, prestar assistência às famílias afetadas e iniciar a recuperação das regiões devastadas pela tragédia.

Redação – Diário de Novo Airão
