Funcionários que prestam serviço pela empresa Pajura denunciam uma grave situação de atrasos salariais que dura desde o mês de agosto de 2025. Segundo os trabalhadores, a própria Pajura, empresa contratada e responsável direta pela prestação dos serviços, é quem estaria atrasando os pagamentos, deixando famílias em condição de vulnerabilidade financeira.
A denúncia veio a público após o ex-candidato a vereador Rafael, conhecido como “O Garotinho”, afirmar que presenciou os fatos e decidiu tornar a situação pública. A informação que ele possui é que os relatos do problema em questão não são recentes, e sim constantes e preocupantes, envolvendo não apenas funcionários atuais, mas também trabalhadores que já passaram pela empresa afirmam que os atrasos salariais aconteceram em anos anteriores. Os trabalhadores relataram que, logo no início do contrato, chegaram a esperar até dois meses para receber o primeiro pagamento.
A justificativa apresentada pela empresa seria de que a Secretaria de Educação (Seduc) não estaria repassando os valores, o que a Pajura “alega” como motivo para os constantes adiamentos dos salários. Entretanto, destaca-se que, mesmo com a ausência do cumprimento dos pagamentos, os trabalhadores continuam exercendo suas funções normalmente, sem receber qualquer garantia concreta de quando os pagamentos serão feitos. Há casos em que funcionários declaram não ter recebido sequer o salário do mês de fevereiro e março, e até o momento não existe previsão para o repasse dos valores atrasados.
Houve uma grave denúncia com a prática de coação. Segundo os trabalhadores, a Pajura estaria ameaçando demitir aqueles que questionam os atrasos ou cobram seus direitos. Sendo assim, ficam obrigados a assinar a folha de pagamento mesmo sem receber o salário, por medo de perder o emprego. Essa situação gera insegurança e constrangimento entre os funcionários, que se sentem sem alternativas.
Um dos trabalhadores, que preferiu não se identificar por receio de represálias, relatou o impacto direto na vida familiar:
“Tenho duas crianças, pago aluguel e dependo desse salário para sobreviver. A gente trabalha, mas não recebe. Mesmo assim, somos obrigados a assinar a folha com medo de sermos mandados embora”
Além dos salários atrasados, os funcionários também denunciam que o 13º salário ainda não foi repassado. Com isso, muitas famílias passaram o Natal em dificuldades, sem condições de celebrar a data ou ajudar parentes, enfrentando um período de grande sofrimento financeiro.

