Uma mãe, uma causa e uma cidade: Novo Airão caminha para um novo tempo no cuidado com crianças atípicas
Novo Airão vive hoje uma realidade semelhante à de milhares de municípios brasileiros: famílias de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), TDAH, Síndrome de Down e outras condições do neurodesenvolvimento enfrentam diariamente a falta de atendimento contínuo, serviços especializados e acompanhamento próximo.
No Brasil e no mundo, cresce o número de diagnósticos, mas o suporte ainda não acompanha essa demanda. Em cidades do interior, como Novo Airão, esse desafio é ainda maior. Historicamente, o município dependeu de ações itinerantes, mutirões pontuais e atendimentos temporários, o que não garante a continuidade necessária para o desenvolvimento das crianças e o suporte adequado às famílias.
Essa realidade, no entanto, começa a mudar.
Quando a vivência se transforma em propósito
Dentro desse cenário, uma mãe atípica, que conhece de perto as lutas, as angústias e as esperanças de quem cria uma criança no espectro, decidiu transformar sua própria vivência em ação.
Regicley Mafra, empresária, mãe atípica e hoje presidente do projeto de constituição do Instituto Samuel Adan em Novo Airão, junto com seu esposo, decidiu dar um passo além da dor, da dificuldade e do cansaço: decidiu fazer a diferença para outras famílias.
A iniciativa nasce do entendimento de que nenhuma família deveria enfrentar sozinha os desafios do autismo, do TDAH, da Síndrome de Down ou de qualquer outra condição do desenvolvimento infantil.
Atualmente, Novo Airão não conta com um projeto fixo e estruturado que acompanhe de forma contínua crianças com essas condições. O que existe são atendimentos pontuais, ações temporárias e iniciativas que, apesar de importantes, não conseguem garantir constância, acompanhamento longitudinal e suporte integrado às famílias.
Essa ausência de uma política local contínua impacta diretamente o desenvolvimento das crianças, o bem-estar das famílias e a construção de uma sociedade mais inclusiva.
A chegada de uma nova estrutura em 2026
Essa situação começa a mudar em 2026, com a previsão de implantação do Instituto Samuel Adan no município.
A proposta do Instituto é atuar como uma estrutura fixa e contínua, oferecendo:
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Reforço escolar especializado;
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Suporte psicológico e acompanhamento emocional para crianças e famílias;
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Apoio pediátrico;
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Serviços voltados ao desenvolvimento infantil para crianças com autismo, TDAH e Síndrome de Down.
A ideia é que o Instituto funcione como um ponto de apoio permanente para as famílias, acompanhando o desenvolvimento das crianças ao longo do tempo e contribuindo para sua inclusão educacional e social.
Mais que um projeto, uma transformação social
Mais do que a criação de um espaço físico, o Instituto Samuel Adan representa uma mudança de mentalidade: a compreensão de que inclusão não se faz com eventos isolados, mas com presença contínua, escuta, cuidado e compromisso.
A iniciativa nasce do afeto, da experiência e da urgência — mas se transforma em política social, em cuidado coletivo e em esperança concreta para dezenas de famílias em Novo Airão.
Quando uma mãe transforma sua própria luta em uma causa coletiva, toda uma cidade começa a mudar junto.
O lançamento oficial do Projeto de Constituição do Instituto Samuel Adan acontecerá nessa segunda feira (12) as 18:30Hs na Praça Central da Cidade de Novo Airão, conhecido como Coreto da Praça a solenidade contará com a presença da população de Novo Airão, além de convidados como autoridades locais e personalidades que tem grande importância na causa do Instituto.
Matéria por Alysson Santos – Diretor de Jornalismo DNA da Notícia.
