NOVO AIRÃO – Um incidente ocorrido na última terça-feira, 24 de fevereiro, na Rua Manoel Santana, abalou a tranquilidade dos moradores e escalou para uma tensa disputa de versões envolvendo uma figura pública do município. Dois cães comunitários, conhecidos e cuidados pelos vizinhos da área, morreram após serem atropelados.
Segundo relatos colhidos no local, os animais eram alimentados e estimados por diversos moradores do bairro, que os tratavam como “cães da vizinhança”. Testemunhas oculares afirmaram categoricamente que o veículo responsável pelo atropelamento seria de propriedade do atual vereador e Primeiro Secretário da Câmara Municipal de Novo Airão Ricardo Veloso Pacheco.

Os animais eram figuras conhecidas na localidade, sendo cuidados coletivamente pela vizinhança. Segundo relatos de moradores que presenciaram a cena, o veículo envolvido no atropelamento pertenceria ao parlamentar. A frustração da comunidade baseia-se na alegação de que não houve prestação de socorro aos animais no momento da colisão.
Em sua defesa, o Vereador Ricardo Pacheco negou veementemente as acusações, classificando-as como calúnia e difamação. O parlamentar apresentou uma nova cronologia dos fatos:
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Finalidade do Deslocamento: O vereador afirmou que estava apenas para buscar seu assessor.
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Estado dos Animais: Segundo Pacheco, ao chegar ao local, os cães já se encontravam desfalecidos (sem sinais vitais), negando qualquer impacto de seu veículo contra os animais.
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Busca por Provas: O vereador informou que irá solicitar e verificar as imagens das câmeras de segurança da área para comprovar sua inocência e identificar o verdadeiro condutor responsável pelo atropelamento.
O caso ganhou contornos mais tensos durante uma entrevista conduzida pelo repórter e diretor de jornalismo Alysson Santos. Ao ser questionado sobre o motivo de tantas testemunhas afirmarem ser ele o culpado, o vereador demonstrou forte descontentamento com a abordagem jornalística, gerando um momento de mal-estar público. Ricardo Veloso reiterou que buscará as medidas judiciais necessárias para que os fatos sejam esclarecidos.
Diante da gravidade da situação e do apelo popular, um Boletim de Ocorrência (BO) foi formalizado para que possa Ouvir formalmente os moradores que afirmam ter presenciado o ocorrido e Verificar se houve crime de maus-tratos ou omissão, conforme a legislação ambiental vigente.
Nota: A comunidade de Novo Airão permanece em vigília, cobrando transparência e justiça pela perda dos animais que eram considerados patrimônio afetivo do bairro.
